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2016

Iluminando o Jardim

09:06:00




Engana-se quem pensa que a iluminação do jardim é apenas um acessório a mais para garantir beleza noturna do local. Com ela é possível não só criar ambientes íntimos, como também destacar as espécies vegetais que mais agradam. Além disso, em projetos de iluminação, a imaginação é o único limite, já que o serviço pode ser executado até mesmo com materiais recicláveis disponíveis na propriedade. A iluminação de jardim serve para ambientar cantos de estar, facilitar a circulação nos caminhos e, principalmente, destacar elementos especiais, como uma árvore mais alta ou um muro cheio de plantas. Geralmente quem planeja a iluminação é o paisagista, por isso, em áreas maiores, é interessante que ele participe do projeto arquitetônico desde cedo, para que os pontos de luz do jardim possam ser incluídos no projeto de instalações elétricas. isso vai garantir que o cálculo da carga total de energia não exceda o previsto e que a instalação seja feita de forma correta. Para jardins, as lâmpadas mais indicadas são as halógenas, que têm boa reprodução de cor, isto é, alteram pouco a cor do que iluminam, e resistem às variações de temperatura. As lampadas par (20 e 38) tem essas características e são blindadas, ou seja, são protegidas por um bulbo de vidro que impede a penetração da água - por isso, são muito usadas nos jardins. Além delas, é possível usar halógenas dicróicas, que tem facho mais fechado, destacando elementos bem definidos, ou halógenas tipo palito que servem para destacar elementos grandes, como uma fachada, tomando cuidado de escolher uma luminária especial para áreas externas, que possa proteger essas lampadas da chuva e umidade. Algumas peças utilizam também incandescentes, em geral, para iluminar caminhos ou pátios, já que essas lampadas tem foco bem aberto, servindo apenas para iluminação geral. Essas luminárias permitem ainda o uso de fluorescentes compactas, que se encaixam no soquete das incandescentes, diminuindo o consumo de energia e ao mesmo tempo a qualidade de luz, já que não tem boa reprodução de cor. É importante frisar que lampadas fluorescentes são bem econômicas, outra vantagem é que essas luminárias são quase sempre as mais baratas, devido ao menor custo das lampadas. O uso de filtros nas lampadas é cada vez mais comum, criando efeitos teatrais com fachos de âmbar, vermelha, entre outras. O tipo de luminária também pode variar bastante. Para iluminar um caminho, pátio ou deck, são normalmente usados os postes: altos para iluminação geral ou baixos só para orientação. Em escadas ou passagens junto a muros, é possível embutir sinalizadores dentro das paredes ou no espelho dos degraus. Para destacar plantas especiais existem os espetos, fincados na terra próximo dos elementos que iluminam. Já as luminárias de piso, enterradas no chão, tem foco aberto e servem para destacar elementos maiores, como canteiros ou muros, criando um efeito bonito com a luz de baixo para cima, algumas luminárias podem ser penduradas em árvores, ás vezes com um certo toque oriental.
De qualquer forma é importante planejar bem para evitar o ofuscamento, seja pelo mau direcionamento do facho (por exemplo numa luminária de piso que atinge os olhos de quem passa por um caminho) ou pelo excesso de luz. Além disso, algumas peças acabam permitindo a entrada de água, queimando ou diminuindo a vida útil da lampada, e podem descascar, apodrecer ou enferrujar, se não forem fabricados em alumínio de boa qualidade ou madeira e bambu tratados. Para criar um clima mais íntimo, a receita é sempre luz indireta, seja em postes baixos (cada vez mais comuns os de bambu) ou iluminando só as plantas próximas, com espetos no chão. O acesso à área deve ter também iluminação discreta, para não quebrar o efeito, com postes baixos ou sinalizadores junto aos muros.




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